quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ser baiano...


ORGULHO DE SER BAIANO

Ser baiano é.....
Ser chamado de preguiçoso pelos cariocas e sentir no tom de voz que eles morrem de inveja porque aqui tudo é perto...
toda hora tá cedo... e o trem das 11 passa às 12:30...
De modo que sempre dá pra tomar mais uma...
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Ser chamado de barbeiros pelos paulistas...
e saber que aqui não tem revezamento, porque o ar não é poluído, os motoristas são calmos e o som das buzinas tocam em ritmo de axé...
ou seja: "PAZ pra todo mundo!!!"...
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Ver os mineiros falarem da nossa culinária
e ficarem babando quando passam na frente
de uma baiana do acarajé....(Huuuhnmmm...)
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Saber que as mulheres e os homens mais
lindos do país estão no Espírito Santo...
e ter a felicidade de saber que nas férias eles vêm para cá ficar de joelhos...
para dizer amém na Bahia...
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Ver as loiras gaúchas e catarinenses andando de mãos dados com os negões sarados...
Ver os mais lindos turistas no maior love...
descobrindo "o que a baiana tem"...
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Passar no Dique receber um axé dos orixás...
seguir direto e ver a Fonte Nova azul, vermelha e branca... e vermelho e preto...
e os torcedores do Vitória misturados aos do Bahia...
mas...sempre, cheia e alegre... sem bomba, sem tiro, sem pancadaria...
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Ver o Pôr-do-Sol do Farol...
...da Barra, do Humaitá, de Mar Grande...
Aaaahhh... de qualquer lugar...
Pois aqui o sol se põe inteiro!
Em qualquer lugar dá pra vê-lo dormir sobre o mar...
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Passar uma tarde em Itapuã...
ao Sol que arde em Itapuã...
falar de amor em Itapuã....
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Sentar em Cira e pedir... uma gelada, um abará e um acarajé "cortadinho"
Ver as pessoas passando para um lado e para outro... depois de sair do trabalho... .........................................................
Morrer de rir quando vê na televisão o carnaval em outros estados
com um ou dois trios elétricos falsificados tocando na praia, e o pessoal jogando "espuminha" enquanto um som mecânico toca música de Bel e de Ivete...
Ver os turistas" fazendo (errado) as coreografias que fizeram sucesso na Bahia.....
no final do ano passado (risos)
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Ir passar o Carnaval em Recife e Olinda dançar frevo melhor que os pernambucanos
e poder curtir saudosamente aquele carnaval de mil novecentos e antigamente
quando o tempo parou lá....
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Ir para qualquer lugar e ser logo reconhecido
Onde estamos: fazemos amigos, sabemos conversar, dançar, cantar, encantar e sorrir,
hehehe, modestia a parte, também somos bons de cama.....
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Ir pra o Aeroclube passear na porta de todas as boites, barzinhos, paquerar, charlar, xavecar, arrumar namorada (o)... tomar um chopp e gastar só um real...
isso quando não volta com troco....
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Ir pra "Aleluia" e ver todo mundo pecando de roupa mínima...
Ir para Piatã e Ipitanga e não ser programa de índio
Ir para o Porto da Barra de segunda a sexta e não ver um navio...
Porque no porto da Barra só tem "avião"
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Não ser "expert", mas sempre se dar bem
Não ser "ô meu" e mandar no pedaço
Ser nordestino até Ilheus ...
sulista à partir de Porto Seguro ...
e Nortista até Juazeiro...
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Ser baiano é saber que mora na maior cidade do Brasil.
As duas primeiras não são "cidades" ...são só um monte de amontoado:
...grande isso ...grande aquilo
Que tem tudo que uma cidade pequena deve ter,
Tudo que uma cidade grande precisa.
Poder sair a noite com relógio no pulso...
sem medo de bala perdida...ou certa...
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Ser baiano é ser amigo ser honesto e ser alegre.
É ter a consciência que mora em uma cidade onde Deus pegou o melhor das outras partes do mundo, encostou no mar, do lado de umas serras, cortou por uns rios...misturou tudo...
e fez uma linda cidade, dando-lhe o nome de Seu Próprio Filho...
SALVADOR!!!
(Autor desconhecido)
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SALVE 02 DE JULHO!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Vitória é bicampeão no Baiano (04/05/2008)

O Vitória é bicampeão do Campeonato Baiano.
O Rubro-Negro venceu o Itabuna por 5 a 1 neste domingo e superou o Bahia, que derrotou o Vitória da Conquista por 5 a 0, no número de gols marcados para levantar o troféu no Barradão. Rodrigão e Marquinhos foram os nomes da partida, com dois gols, mas foi Bida que marcou o gol que deu o título ao time de Vagner Mancini.
A fase final terminou com Vitória e Bahia somando dez pontos. O Vitória da Conquista foi o terceiro colocado, com oito, enquanto o Itabuna fez seis, em quarto.

O jogo
O Vitória começou pressionando o adversário. Logo aos dois minutos, Bida cabeceou e a bola bateu na zaga com o goleiro Vandré já batido. A pressão, no entanto, não criou outras grandes chances, e o Itabuna aos poucos foi equilibrando o jogo, principalmente com as jogadas que saíam dos pés de Lei. Apesar da melhora do Itabuna, a equipe da casa conseguiu abrir o placar aos 32 minutos. Ramon tentou chutar para o gol, a bola desviou na zaga e caiu nos pés de Rodrigão. O atacante não titubeou e com o pé direito fez Leão 1 a 0.

Leão fecha o caixão no segundo tempo
No primeiro ataque do segundo tempo, tudo que o torcedor rubro-negro queria. Rodrigão recebeu de Ricardinho, bateu cruzado e fez 2 a 0 para o Rubro-Negro. Aos quatro, Marquinhos roubou bola de Edson, avançou, driblou Vandré e ampliou. Neste momento, o Bahia vencia o Vitória da Conquista por 1 a 0, o que dava o título ao time de Vagner Mancini.
O Vitória não quis administrar o resultado. Chegou ao seu quarto gol, novamente com Marquinhos, aos 12. Lei, de pênalti, diminuiu três minutos depois.
O Tricolor ainda chegou a ameçar o título ao fazer 4 a 0 - precisava de mais um gol para vencer o Leão no saldo de gols. No entanto, Bida deixou os torcedores rubro-negros tranqüilos. Ele invadiu a área e marcou o quinto gol.
Fim de jogo e os jogadores do Vitória não podiam comemorar. Com 5 a 0 para o Bahia naquele momento, um sexto gol do Tricolor dava o título ao rival. Dois minuos depois, enfim veio o grito de "campeão". É o 24º título rubro-negro na história do Campeonato Baiano.
(Globoesporte.com)

Netinho – Ao Vivo (1996)


Embora a axé music possua vários artistas maravilhosos, como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Asa de Águia, Timbalada, Jammil e Uma Noites, Terra Samba, Ara Ketu, Margareth Menezes, Olodum, Carla Visi e Banda Eva, infelizmente a partir de 2005 o Carnaval de Salvador estará órfão e não terá o mesmo brilho dos últimos 17 anos. Já que a partir do ano que vem o melhor artista masculino da história do axé estará ausente da maior festa popular do planeta. Quem tem mais de 20 anos de idade, curte axé music há vários anos e teve a felicidade de sair em algum bloco puxado por Netinho no Carnaval de Salvador ou em alguma micareta, sabe que esse talentoso artista da pequenina cidade de Santo Antônio de Jesus faz parte da história da música brasileira e não apenas da Bahia. Juntamente com a Rainha Daniela Mercury, o genial Netinho foi o grande responsável pela popularização da axé music em todo o país na década de 90.
O mesmo conto de fadas que Ivete Sangalo anda vivendo atualmente, o ex-vocalista da Banda Beijo experimentou há mais ou menos sete anos, quando era considerado um dos grandes nomes da música nacional. Nessa época sua agenda de shows era intensa (chegou a fazer 29 apresentações num único mês), ele era disputado a tapa pelos principais programas de TV e suas músicas estavam sempre entre as mais tocadas nas rádios FM e AM de norte a sul do Brasil.Bastante perfeccionista, esse canceriano com ascendente em libra levou mais de dois meses para produzir o seu primeiro trabalho Ao Vivo, que foi gravado em julho de 1996, na casa de shows Augustu’s, em Aracaju, capital de Sergipe e mixado no estúdio “Castle Oaks”, em Los Angeles, nos Estados Unidos.Após o árduo trabalho em busca do repertório perfeito e arranjos ideais, “Netinho – Ao Vivo”, o nono CD da carreira do filho do Senhor Ernesto e da Dona Ivanise, mesclou com maestria algumas músicas inéditas, como “Tem Jeito Não”, “Pra Ela” e “Menina Linda”, os hits dos tempos da Banda Beijo, como “Barracos”, “A Vida é Festa”, “Beijo na Boca”, “Qualquer Estação” e “Estrela Primeira” e claro, os grandes sucessos dos seus três primeiros álbuns na carreira solo: “Capricho dos Deuses”, “Total”, “Menina”, “Jeito Diferente”, “Gostoso Demais”, “A Vida Não é Brincadeira”, “Preciso de Você” e “Rainha do Baile”.No entanto, por ironia do destino, apesar da inédita “Menina Linda” ter sido a primeira faixa de trabalho, o grande talismã desse CD foi a música “Milla”, uma regravação da banda Jheremmias Não Bate Corner, que pouco tempo depois acabou mudando de nome e virou o Jammil e Uma Noites. Composta pelo inspiradíssimo Manno Góes, o compositor mais romântico do axé, “Milla” virou mania nacional e liderou o hit parade das rádios brasileiras por vários e vários meses. A música fez tanto sucesso nos anos de 97 e 98, que ela chegou a ser regravada em outras oito línguas, inclusive em russo e ajudou a Netinho a ser conhecido em alguns países da América Latina e da Europa. Sucesso de vendas e de crítica até em Portugal, onde conquistou Disco de Platina Triplo, “Netinho – Ao Vivo” é sem dúvida nenhuma um dos melhores e mais importantes CDs da história da axé music. Pois foi a partir do seu enorme sucesso em todo o Brasil, ao vender mais de 2,5 milhões de cópias, faturando Discos de Ouro, Platina, Platina Duplo e Diamante, que vários artistas, como Chiclete com Banana, Banda Eva (Ivete Sangalo), Cheiro de Amor (Carla Visi), Timbalada, Ara Ketu, Terra Samba, Ricardo Chaves e Bandamel também decidiram apostar todas as suas fichas em trabalhos Ao Vivo. E foi a partir do sucesso desses trabalhos Ao Vivo que em pouco tempo a axé music acabou vivendo o seu grande boom comercial e de penetração na mídia, deixando de ser uma simples música regional de Carnaval para tornar-se em um dos principais estilos musicais de nosso país, apesar do preconceito de certos “moderninhos” e invejosos, que ainda teimam em achar que o axé é apenas sinônimo de dançarinas gostosas, danças sensuais e músicas vulgares e apelativas.
FIQUE DE OLHO E OUVIDO EM PÉ:ÓTIMAS: “Preciso de Você”, “Capricho dos Deuses”, “Barracos (Escombros)”, “Pra Ela”, “Pot-Pourri Total/ Rainha do Baile”, “Milla”, “A Vida é Festa”, “Tem Jeito Não”, “Estrela Primeira (Amor, Eu Fico)”, “Beijo na Boca”, “Pot-Pourri Prefixo de Verão/ We Are The World Of Carnaval/ Um Frevo Novo”, “Pot-Pourri Jeito Diferente/ A Vida Não é Brincadeira/ Qualquer Estação”, “Pot-Pourri Gostoso Demais/ Menina” e “Menina Linda” (versão estúdio)
por Érick Melo em 27/09/2004

quinta-feira, 15 de novembro de 2007





Torcedor do Vitória vestiu a camisa com orgulho

Salvador amanheceu rubro-negra ontem e a conquista da vaga para a Série A foi o principal assunto nos quatro cantos da cidade


Salvador amanheceu rubro-negra ontem. De vendedores ambulantes a executivos, passando por atendentes de lojas, cobradores de ônibus, taxistas, padeiros, entregadores de gás, a “metade” torcedora do Vitória na capital baiana foi às ruas vestida com a camisa do time, orgulhosa pelo retorno à elite do futebol brasileiro, conseguido no convincente 4x1 contra o CRB (AL), em casa _ um Barradão lotado com 30 mil pessoas _, na noite de terça-feira. “Esta camisa eu comprei em 2004 (ano em que o Vitória foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro) e prometi que só ia usá-la de novo quando a gente voltasse para a primeira divisão”, disse o taxista Jairo Costa Matos, 26 anos, mostrando as pequenas manchas que a umidade e o tempo sem uso causaram no tecido. Pelas ruas e avenidas da capital baiana, grupos de amigos, antigos e recém-formados, abraçavam-se e pulavam, desde a madrugada de terça, cantando o refrão-tema do acesso, “Primeira, eu sou da primeira”, ao ritmo de Sorte grande (Poeira), sucesso da cantora Ivete Sangalo _ torcedora fanática do Vitória.
Nos carros, bandeirolas do time. Nas sacadas e janelas de casas e edifícios, panos vermelhos e pretos, sinalizando a presença do torcedor feliz. O acesso à Série A do Brasileirão é um novo capítulo, para o Vitória, de um ciclo de quedas e subidas sucessivas. Apenas três anos atrás, em 2004, o time estava na mesma Série A para a qual acaba de voltar. Terminou aquele campeonato em penúltimo lugar, o que causou a queda à Série B – onde encontrou o arquirrival Bahia (para quem torce a outra “metade” dos soteropolitanos). Em 2005, novo vexame, desta vez carregado de surpresa: o Vitória, em nenhum momento apontado como um dos ameaçados de rebaixamento, acabou caindo para a Série C na última rodada, depois de uma combinação improvável de resultados. O eterno rival desceu junto. De lá para cá, a bússola do Vitória mudou de direção. Foi vice da Série C em 2006, voltando para a divisão intermediária _ o rival Bahia ficou para trás _, e, com pelo menos o quarto lugar assegurado na Série B de 2007, volta à elite do futebol brasileiro. “O segredo da escalada foi a união de todos os envolvidos, da direção aos funcionários”, acredita o presidente do Vitória, Jorge Sampaio, no posto há dois anos.
“Estamos com o salário de todos os funcionários em dia e trabalhando para manter a harmonia no clube”. Sampaio também destaca a eficiência das categorias de base do clube como alavanca para o sucesso. “Temos 320 garotos treinando no Vitória, dos quais 96 moram no Barradão, em regime de internato. É um trabalho muito bonito”, gaba-se. O presidente afirma que o objetivo do Vitória na Série A será conquistar uma das vagas para a Libertadores da América de 2009. Para isso, conta com a colaboração do atual técnico do time, Osvaldo Alvarez, o Vadão, para quem o clube já fez uma proposta oficial de renovação de contrato. “Ele caiu como uma luva para o grupo”, derrete-se Sampaio. À frente do Vitória, Vadão comandou a equipe nas 12 últimas rodadas. Foram seis vitórias, três empates e três derrotas. (AE)
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Sentimento rubro-negro
Outros torcedores talvez sejam capazes de loucura maior, porém Alvinho Barriga Mole conquistou indecifrável admiração no seio rubro-negro. Torce há 74 anos pelo Vitória, segundo conta. Quando o time materializa sonhos seu e de milhares, ajoelha-se. Atravessa o gramado em deleitável penitência, imagem de Padre Cícero elevada. Representa uma multidão, embora único.
“Se eu morrer, já estou satisfeito”, brinca. Gargalhadas pelo retorno à Série A. No peito rubro-negro, faz oito meses carrega também duas pontes de safena e uma mamária. Mantém relação inseparável desde quando o clube concentrou no bairro de Brotas e era seu vizinho. Foi conselheiro. Hoje, agradece o estacionamento no pátio interno do Barradão, retribuição de Alexi Portela Júnior, que conheceu menino, década de 1970, quando o presidente do Vitória era Alex Portela, o pai.
Marciades Marinho Pereira, conhecido como “Louro”, também chama atenção. Não no estádio. Aguça a curiosidade nas ruas com seu incrementado Fusca, segundo diz, ano 95. Original na cor vermelha, pois parece camaleão, decorado com escudos do Vitória, uns 15 leões de pelúcia e bandeiras.
Diferente de Alvinho, torcedor cordial, Louro provoca. Deixa o Bahia nas rodas, para as necessidades caninas, argumenta, e no acelerador, freio e empreagem. Ali, existe costante contato com os pés. (MS)
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Apodi se despediu contra o CRB
José Carlos Mesquita
O lateral-direito Apodi encerrou o seu ciclo no Vitória. Negociados há dois meses 50% do seu atestado federativo para o Cruzeiro, um dos ídolos rubro-negros _ ele fez três gols no Brasileiro _ não jogará as duas partidas complementares do Brasileiro da Série B, depois de amanhã, no Barradão, contra o Remo, e no sábado seguinte diante do Gama, em Brasília. Mais um ou dois jogadores serão preservados para o jogo de despedida em casa, mas o técnico Vadão ainda vai decidir nos treinos de hoje e amanhã.
No caso específico de Apodi, entende Vadão que, além de não fazer parte dos planos para o próximo ano, independentemente que ele renove ou não contrato, o jogador foi muito exigido ao longo da temporada e nada melhor poupá-lo e, no seu lugar, dar oportunidade ao reserva Alex Santos. O atacante Joãozinho, com 18 gols, também pode não ser escalado. A novidade, no entanto, em uma dessas partidas será o goleiro reserva França, o único do elenco de 40 jogadores utilizados na temporada que não teve chance depois que Ney assumiu a condição de titular.
Depois da bonita festa no campo e mais ainda nas arquibancadas pela vitória sobre o CRB, de Alagoas, por 4x1, e a conseqüente classificação do Leão de volta à elite do futebol nacional em 2008, os jogadores e a comissão técnica tiveram a quarta-feira de folga e o motivo foi, justamente, comemorativo. Para os pacientes médicos, no entanto, a manhã foi normal. Os zagueiros Marcelo Batatais e Jeferson, o meia Luiz Fernando e o atacante Paulo César fizeram tratamento.
A reapresentação dos jogadores que seria a partir das 15h, foi antecipada para esta manhã devido ao feriado da Proclamação da República do Brasil. Depois da conversa com o médico que estiver de plantão, o técnico Vadão terá uma idéia do time para o jogo com Remo, de Belém. A intenção do treinador é escalar a maioria dos jogadores que estão atuando. “ Vai ser uma partida festiva, a torcida deve superlotar o Barradão para a despedida do Vitória e merece todo o respeito”, disse o treinador. O treino será leve por ser final de temporada e amanhã, em horário a ser definido, acontecerá um minicoletivo e, à noite, o início da concentração para a partida de depois de amanhã, programada para as 15h (horário da Bahia).
O treinador Vadão não vai comandar da área técnica o time do Vitória as duas partidas finais da Série B, contra o Remo e o Gama. Ontem, Vadão foi punido por 30 dias pela Comissão Disciplinar do STJD, que também penalizou o meia Luiz Fernando, com dois jogos. Os dois foram expulsos no jogo Coritiba 2x2 Vitória, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, realizado no dia 3 deste mês pela 34ª rodada.
Vadão reclamou o tempo todo do erro do árbitro potiguar Edson Espiridião, que não expulsou com sete minutos do primeiro tempo o zagueiro Anderson Lima. Nos instantes finais da partida, a assistente paulista Maria Eliza Barbosa dedurou vadão ao árbitro que o expulsou. Na partida de sábado, as ordens de Vadão serão passadas para o assistente Gersinho ou para o segundo auxiliar-técnico, o ex-zagueiro Flávio Tanajura.
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FBF aliviada com sucesso de filiado
Marcelo Sant’Ana
Ednaldo Rodrigues gastou quase uma hora em conversa com torcedores para deixar o Barradão, embora já fosse 1h30 da madrugada e, às 7h, tivesse que viajar a Bragança para acompanhar o Bahia. Presidente da FBF, sentia-se recompensado pelo sucesso do Vitória, antigo filiado.
“É uma satisfação porque a crise do Vitória, como do Bahia, sempre despertou curiosidade no país e era difícil de explicar e se fazer entender”, justifica. O desejo dos dirigentes dos outros estados era o potencial do torcedor baiano, desperdiçado em divisões menores.
Para a FBF, o acesso do rubro-negro indica perspectiva de melhora. O rebaixamento da dupla Ba-Vi diminuiu em 40% as receitas. “Cortamos eventos, treinamento de profissional e até reformas na estrutura do Palácio dos Esportes que estavam planejadas”, recorda. “A Série B já trouxe melhora porque há um calendário fixo. No Brasileirão, os patrocínios são ainda mais fortes”.
O presidente da FBF fez questão de enaltecer o apoio da CBF após a queda. “Estreitamos os laços e a entidade maior nos prestigiou. O regulamento da Série C mudou atendento 90% da nossa proposta”, garante. “Este ano, cobramos arbitragem qualificada e, na hora decisiva, fomos atendidos. Nosso representante entrava em campo preocupado com adversário e com árbitro. Não podia”, defende.
Outro benefício do acesso remete às assembléias na CBF. Têm direito a voto os presidentes das 27 federações e de clubes da Série A. “Ganhamos peso para articular em prol do futebol baiano. Fora que a pontuação no ranking da CBF é maior. Bom para os demais clubes, pois cada ponto é importante para a FBF pleitear vagas na Copa do Brasil e Série C”.
Aliás, Ednaldo também teve sua parcela de contribuição para o acesso do Vitória. Várias vezes esteve na CBf e no STJD defendendo os interesses do clube e por último, se reuniu com Ricardo Teixeira e Jorginho Sampaio quando cobrou árbitro de primeira linha nos jogos do time rubro-negro. Resultado: quem apitou a partida Vitória 4x1 CRB foi o gaúcho Carlos Eugênio Simon, da Fifa, que apitou na Copa da Alemanha.

Correio da Bahia - Esportes. 15/11/2007

quarta-feira, 3 de outubro de 2007


Sonho, a gente só se dá conta dele depois que acorda, depois que ele acabou... E fica aquela vontade na gente de sonhar mais um pouquinho. Existem pessoas que são um sonho... Um sonho pelo qual a gente dormiria a vida inteira. Mas o destino vem e nos acorda violentamente... E nos leva aquele sonho tão bom... Existem pessoas que são estrelas. Doces luzes que enfeitam e iluminam as noites escuras de nossas vidas. Mas vem o amanhecer e nos rouba com toda a sua claridade aquela estrela tão linda. Existem pessoas que são flores...Belezas discretas que alegram o nosso caminho. Mas com o tempo, as flores murcham, e nos enchem de saudade de sua cor e de seu perfume. Existem, finalmente,as pessoas que são simplesmente amor. Um amor doce como o mel de uma flor...que desabrochou numa estrela e que veio até nós num lindo sonho! E ainda bem que são amor, porque flores,estrelas ou sonhos, mais cedo ou mais tarde, terminam... mas o amor...o amor não termina nunca...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007


As mulheres de 30

(Mário Prata)


O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz:
'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.

Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?

Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!

A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.

Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.

O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.

A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?

Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.

São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.

Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.

Ponto. Pra elas.